Uso de stablecoins na América Latina salta quase 90%: principais países lideram adoção

Recentemente, um relatório da OpenTrade revelou que o uso de stablecoins na América Latina disparou, alcançando impressionantes US$ 324 bilhões em transações em 2025. Esse aumento de 89% em relação ao ano anterior solidifica a região como um dos principais centros de adoção de criptomoedas do mundo. Os dados refletem uma tendência crescente de utilização dessas moedas digitais para remessas, pagamentos internacionais e, principalmente, a digitalização do dólar, que se torna cada vez mais relevante em um cenário econômico global volátil.
O contexto para esse crescimento notável está enraizado na busca por alternativas financeiras em países que enfrentam instabilidade econômica e desvalorização de suas moedas locais. Na América Latina, muitos cidadãos têm recorrido às stablecoins como uma forma de proteger seu poder de compra e realizar transações de maneira mais eficiente. Além disso, as remessas, que representam uma fonte significativa de renda para diversas famílias na região, têm visto uma transformação com a adoção dessas moedas. As stablecoins oferecem uma solução mais rápida e menos custosa em comparação com métodos tradicionais.
Esse fenômeno é de suma importância para o mercado, pois demonstra uma mudança nas preferências financeiras dos consumidores e uma maior aceitação das criptomoedas como parte do sistema econômico. A adoção generalizada de stablecoins pode contribuir para a inclusão financeira, especialmente em áreas onde os serviços bancários são limitados. Isso também pode atrair investimentos e inovações no setor, à medida que mais indivíduos e empresas reconhecem as vantagens desses ativos digitais.
A reação do setor tem sido bastante positiva, com especialistas elogiando a adoção crescente das stablecoins como um sinal de maturidade do mercado de criptomoedas na América Latina. Muitos analistas apontam que essa tendência pode inspirar outros países a explorar a regulamentação e a infraestrutura necessária para suportar a utilização de criptomoedas de forma segura e eficiente. Além disso, a comunidade cripto local tem se mobilizado para educar os usuários sobre os benefícios e os riscos associados às stablecoins, promovendo um ambiente mais informado e responsável.
O que vem a seguir é a expectativa de que a adoção de stablecoins continue a crescer, à medida que mais pessoas reconhecem suas vantagens e a regulamentação se torna mais clara. Com governos e instituições financeiras começando a prestar atenção a esse movimento, é provável que haja uma maior colaboração entre o setor público e privado para fomentar um ecossistema que favoreça a inovação financeira. A América Latina pode se tornar um modelo para outras regiões que buscam adotar tecnologias financeiras emergentes, impulsionando ainda mais a transformação digital nas economias locais.
Equipe CoinMagnetic
Investidores em cripto desde 2017. Investimos nosso proprio dinheiro e testamos cada corretora pessoalmente.
Atualizado: maio de 2026
Em nossas analises:
Quer receber as noticias primeiro?
Siga nosso canal no Telegram – publicamos noticias importantes e analises.
Seguir o canalNoticias relacionadas

B3 passa a negociar opções em reais, reduzindo exposição cambial

Mercado de criptomoedas se recupera em julho após junho desafiador

Projeto de lei pode redefinir tokenização de ativos no Brasil

Trump Media reduz suas ambições cripto sob nova liderança

Projeto INTEGRA visa unificar redes blockchain do Governo Federal para melhorar serviços públicos
