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USDT responde por quase 90% das operações com stablecoins no Brasil, revela Receita Federal

Fonte: Cointelegraph BR
USDT responde por quase 90% das operações com stablecoins no Brasil, revela Receita Federal

Recentemente, a Receita Federal do Brasil divulgou dados que revelam que a Tether (USDT) representa quase 90% das operações com stablecoins no país. Entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, foram movimentados aproximadamente R$ 1 trilhão em transações envolvendo essa criptomoeda. Essa dominância da USDT sobre outras stablecoins reflete não apenas a preferência dos usuários brasileiros, mas também a confiança que o mercado deposita nesse ativo, especialmente em um cenário de incertezas econômicas.

O contexto dessa liderança se dá em um ambiente onde as stablecoins têm ganhado cada vez mais espaço no mercado de criptomoedas. Com a crescente adoção das criptomoedas e a busca por alternativas mais estáveis em relação à volatilidade dos ativos digitais, as stablecoins surgem como uma solução viável. A Tether, em particular, conseguiu se estabelecer como a principal opção, beneficiando-se de uma infraestrutura robusta e da confiança dos investidores, que veem nela uma forma de proteger seus investimentos em tempos de instabilidade.

A importância desses dados para o mercado é significativa. A concentração de operações em uma única stablecoin pode indicar tanto uma consolidação do mercado quanto potenciais riscos. Por um lado, a dominância da USDT pode facilitar transações e a liquidez no mercado de criptomoedas, mas, por outro, pode levantar questões sobre a dependência do setor em relação a um único ativo. Essa situação também dá margem a discussões sobre a necessidade de diversificação e a implementação de regulamentações que possam equilibrar o uso de diferentes stablecoins.

Reagindo a essa realidade, especialistas do setor têm expressado opiniões diversas. Enquanto alguns veem a liderança da USDT como um sinal de maturidade do mercado de criptomoedas, outros apontam para a necessidade de maior concorrência e regulamentação. A recente ampliação das obrigações das exchanges pela nova DeCripto, por exemplo, pode trazer mudanças significativas na forma como as transações são geridas e monitoradas, impactando diretamente a operação das stablecoins no Brasil.

O que vem a seguir para o mercado de stablecoins no Brasil pode ser um processo de adaptação às novas regulamentações e um possível aumento na competição entre as diferentes opções disponíveis. À medida que o cenário regulatório se desenvolve, é provável que outras stablecoins busquem conquistar espaço e confiança dos usuários, permitindo uma maior diversificação que pode ser benéfica tanto para os investidores quanto para o ecossistema como um todo. A evolução desse mercado será acompanhada de perto, pois suas dinâmicas podem impactar todo o setor de criptomoedas no país.

CoinMagnetic

Equipe CoinMagnetic

Investidores em cripto desde 2017. Investimos nosso proprio dinheiro e testamos cada corretora pessoalmente.

Atualizado: julho de 2026

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