Standard Chartered eleva para US$ 2 trilhões até 2030 a previsão para as stablecoins com o crescimento dos volumes de transações

O Standard Chartered elevou drasticamente sua projeção para o mercado de stablecoins, estimando que o setor pode atingir a marca de US$ 2 trilhões até 2030, impulsionado pelo crescimento acelerado nos volumes de transações. Em um relatório recente enviado a clientes, a instituição financeira detalhou como a dinâmica interna desse mercado mudou nos últimos meses, apontando para uma circulação muito mais intensa dos ativos já existentes. Segundo o levantamento do banco, a atividade transacional com stablecoins continua em forte expansão, mesmo em um cenário onde o valor geral de mercado permaneceu estagnado, o que indica que os usuários e as aplicações estão movimentando os tokens com maior frequência em vez de depender apenas da emissão de nova oferta para gerar volume.
Para embasar essa nova perspectiva, o banco identificou quatro mercados distintos e complementares para as stablecoins, mapeando os diferentes casos de uso que sustentam a tese de alta para a próxima década. Entre as frentes mapeadas, o Standard Chartered destacou que a USD Coin (USDC) tem assumido a liderança em pagamentos tradicionais e também em transações voltadas para agentes de inteligência artificial. Essa divisão reflete a maturidade gradual do ecossistema, onde diferentes tokens começam a encontrar nichos específicos de atuação, distanciando-se de um modelo puramente especulativo e fincando raízes em utilidades econômicas reais e automatizadas.
Essa mudança de panorama importa profundamente para o mercado de ativos digitais porque evidencia a transição das stablecoins de simples ferramentas de transição para infraestrutura financeira de longo prazo. Quando um grande banco global aponta que o crescimento do setor virá da velocidade de circulação e da adoção em novas tecnologias, como inteligência artificial, isso valida a resiliência estrutural do modelo. Para os participantes do setor, a mensagem é clara de que a competição não se resume mais apenas à capitalização total, mas à capacidade de capturar fluxos de pagamento reais e globais que antes dependiam exclusivamente do sistema bancário tradicional.
Diante dessas projeções, analistas e especialistas do setor têm debatido como a concorrência pelo rendimento das reservas deve se intensificar nos próximos anos. Com o aumento do volume de transações e a consolidação de diferentes nichos de mercado, os emissores de stablecoins enfrentam o desafio de equilibrar a segurança, a conformidade regulatória e a atratividade das reservas que sustentam os ativos. A corrida para dominar tanto os pagamentos cotidianos quanto as novas fronteiras tecnológicas coloca pressão sobre os principais players para aprimorarem suas ofertas e garantirem participação em um mercado que promete movimentar trilhões de dólares até o final da década.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: outubro de 2026
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