Stablecoins podem ocupar espaço do Drex sem avanço de uma CBDC, afirma superintendente da CVM

Durante o evento Tokenização Day, realizado na B3, Antonio Berwanger, superintendente de Desenvolvimento de Mercado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), levantou uma questão importante sobre o futuro das transações digitais no Brasil. Ele afirmou que, na falta de uma moeda digital funcional emitida pelo Banco Central, as stablecoins podem ocupar um espaço significativo na liquidação de mercados tokenizados. Essa afirmação destaca a necessidade urgente de uma infraestrutura financeira mais robusta, capaz de atender à crescente demanda por soluções de pagamento eficientes no ambiente digital.
O contexto dessa declaração se relaciona diretamente com a crescente popularidade das criptomoedas e, em particular, das stablecoins, que são moedas digitais atreladas a ativos estáveis, como o dólar. Com o avanço da tokenização de ativos, que transforma bens físicos em versões digitais, a necessidade de um meio de troca seguro e confiável se torna ainda mais evidente. Atualmente, o Brasil ainda aguarda o desenvolvimento de uma moeda digital do Banco Central (CBDC), o que deixa uma lacuna no mercado que as stablecoins podem rapidamente preencher.
A importância dessa discussão para o mercado é inegável. A liquidação de transações em mercados tokenizados pode ser acelerada com o uso de stablecoins, uma vez que essas moedas oferecem a estabilidade necessária para transações financeiras, além de agilidade e menores custos operacionais. Sem uma CBDC, a adoção de stablecoins pode se tornar uma alternativa viável, contribuindo para a inovação e a eficiência dos mercados financeiros no Brasil.
A reação do setor tem sido mista. Especialistas em finanças digitais e criptomoedas veem a fala de Berwanger como um sinal positivo para o desenvolvimento do mercado, pois reconhece a relevância das stablecoins em um cenário onde a regulamentação ainda está em amadurecimento. Por outro lado, há preocupações sobre a segurança e a regulação dessas moedas, que precisam ser abordadas para garantir a confiança dos investidores e a integridade do sistema financeiro.
O que vem a seguir pode ser crucial para o futuro das finanças digitais no Brasil. Com a possibilidade de as stablecoins ganharem mais espaço, é provável que o debate sobre a criação de uma CBDC se intensifique, junto com a necessidade de regulamentações mais claras para o uso de moedas digitais. A forma como as autoridades respondem a essa dinâmica poderá moldar não apenas a estrutura do mercado financeiro brasileiro, mas também a sua competitividade em um cenário global cada vez mais digital.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: maio de 2026
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