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Stablecoins já respondem por cerca de 80% do volume declarado de criptoativos no Brasil

Fonte: Livecoins
Stablecoins já respondem por cerca de 80% do volume declarado de criptoativos no Brasil

Recentemente, foi divulgado que as stablecoins já representam cerca de 80% do volume declarado de criptoativos no Brasil. Essa mudança significativa no cenário das criptomoedas no país é impulsionada pela nova regulamentação, conhecida como DeCripto, que entra em vigor em julho de 2026. A norma, estabelecida pela Instrução Normativa RFB nº 2.291, de 14 de novembro de 2025, visa alinhar a declaração de criptoativos no Brasil com os padrões internacionais da OCDE, especificamente o Crypto-Asset Reporting Framework (CARF). Isso marca um passo importante na formalização e na transparência do mercado de criptoativos no Brasil.

Para entender essa transformação, é preciso considerar o contexto atual das criptomoedas no Brasil. Nos últimos anos, o mercado de criptoativos ganhou uma popularidade imensa, com muitos investidores buscando diversificação e novas oportunidades. As stablecoins, que são criptomoedas atreladas a ativos estáveis, como o dólar, ganharam destaque por sua menor volatilidade em comparação com outras criptomoedas, como o Bitcoin. Essa estabilidade atrai investidores e traders, que buscam uma forma de proteger seus ativos em um mercado tão dinâmico.

A relevância dessa mudança no volume de transações envolvendo stablecoins é inegável. Com a regulamentação se aproximando, é esperado que haja um aumento ainda maior na utilização dessas moedas digitais, pois os investidores buscam se adaptar às novas exigências legais. Além disso, o fato de as stablecoins dominarem o volume declarado sugere que os usuários estão cada vez mais preocupados em operar de maneira legal e transparente, o que pode resultar em um mercado mais maduro e responsável.

A reação do setor tem sido mista, com alguns especialistas celebrando a regulamentação como um sinal de amadurecimento do mercado brasileiro de criptoativos. Eles acreditam que a clareza regulatória pode atrair investimentos institucionais e aumentar a confiança dos usuários. Por outro lado, há também preocupações sobre a burocracia que pode surgir com a nova legislação e como isso pode afetar a inovação e o crescimento do setor. O debate está aberto e muitas vozes estão se manifestando sobre as implicações dessa mudança.

O que podemos esperar para o futuro é um mercado em evolução, onde a regulamentação e a adoção de stablecoins continuarão a moldar o cenário das criptomoedas no Brasil. À medida que o prazo para a implementação da DeCripto se aproxima, é provável que vejamos um aumento na educação financeira e na conscientização sobre as criptomoedas, tanto por parte de investidores quanto de instituições financeiras. Essa transição poderá ser um divisor de águas, permitindo um ambiente mais seguro e regulado para a negociação de criptoativos no país.

CoinMagnetic

Equipe CoinMagnetic

Investidores em cripto desde 2017. Investimos nosso proprio dinheiro e testamos cada corretora pessoalmente.

Atualizado: junho de 2026

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