PIX e stablecoins não competem, diz executiva da Visa para a América Latina

Recentemente, Antônia Souza, diretora de moedas digitais da Visa para a América Latina e Caribe, destacou em uma entrevista que as stablecoins não têm a intenção de competir com o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o PIX. Durante sua participação no podcast Latam Desk, Souza enfatizou que as stablecoins funcionam como uma alternativa complementar a serviços financeiros, e não como uma ameaça ao sistema já consolidado no Brasil. Esse posicionamento reflete a visão da Visa sobre a integração de diferentes formas de pagamento no ecossistema financeiro.
Para entender melhor esse contexto, é importante lembrar que o PIX foi lançado em novembro de 2020 pelo Banco Central do Brasil, revolucionando a forma como as transações financeiras são realizadas no país. Desde então, o sistema ganhou grande adesão, oferecendo pagamentos instantâneos, 24 horas por dia, com taxas reduzidas. Por outro lado, as stablecoins, que são criptomoedas atreladas a ativos estáveis como o dólar, estão em ascensão globalmente, sendo vistas como uma solução para a volatilidade das criptomoedas tradicionais. Essa dinâmica coloca em foco a necessidade de entender como esses dois sistemas podem coexistir.
A declaração de Souza é significativa, pois sugere que o mercado financeiro pode se beneficiar da colaboração entre inovações tecnológicas, em vez de vê-las como competidoras. As stablecoins podem oferecer vantagens em transações internacionais e em regiões onde o acesso a serviços bancários é limitado, enquanto o PIX proporciona uma solução robusta e amplamente aceita no Brasil. Essa coexistência pode trazer mais eficiência e opções para os consumidores e comerciantes, ampliando a inclusão financeira.
Reações de especialistas e do setor financeiro têm sido variadas. Alguns veem as palavras de Souza como um alívio para os usuários do PIX, que podem temer que a adoção de stablecoins comprometa a popularidade do sistema de pagamentos nacional. Outros, no entanto, alertam para o potencial disruptivo das stablecoins, especialmente à medida que mais consumidores e empresas buscam alternativas para pagamentos e transferências. Essa discussão é crucial para entender como as instituições financeiras tradicionais, como a Visa, estão se adaptando a um ambiente em rápida mudança.
Nos próximos meses, será interessante observar como a Visa e outras instituições financeiras continuarão a desenvolver suas estratégias em relação às moedas digitais e como isso impactará o mercado. A inclusão de stablecoins na oferta de serviços pode mudar a forma como as empresas operam, especialmente em transações internacionais. À medida que o cenário financeiro evolui, a colaboração entre diferentes sistemas de pagamento pode se tornar ainda mais prevalente, proporcionando uma experiência mais rica e diversificada para os usuários.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: julho de 2026
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