Operação da PF manda bloquear R$ 2 bilhões em criptomoedas ligados a jogo do bicho

Nesta quarta-feira, 29, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) realizaram a Operação Conexão Rio Preto, que resultou no bloqueio de impressionantes R$ 2,09 bilhões em bens e contas associados a um grupo criminoso. O foco da operação é um esquema sofisticado de fraudes e lavagem de dinheiro, que envolve criptomoedas e está alinhado com atividades ilegais relacionadas ao jogo do bicho. A ação marca um passo significativo no combate a crimes financeiros que utilizam a tecnologia das criptomoedas como meio de ocultação de recursos ilícitos.
O jogo do bicho, uma prática de apostas popular no Brasil, tem sido historicamente associado a atividades criminosas, e a sua conexão com as criptomoedas representa uma nova dimensão das fraudes financeiras. Nos últimos anos, o uso de criptomoedas em esquemas de lavagem de dinheiro tem crescido, levando as autoridades a intensificarem suas investigações. Operações como a Conexão Rio Preto são parte de um esforço mais amplo para desmantelar redes de crime organizado que se aproveitam da descentralização e do anonimato proporcionados pelas moedas digitais.
Esse desdobramento é relevante para o mercado de criptomoedas, pois destaca os riscos associados ao uso desta tecnologia em atividades ilegais. O bloqueio de uma quantia tão significativa pode gerar um efeito dominó, levando a um aumento na regulação e na vigilância sobre transações envolvendo criptomoedas no Brasil. Além disso, pode afetar a percepção pública sobre o uso de criptoativos, gerando desconfiança entre investidores e usuários que têm interesse em participar desse mercado.
A reação do setor e de especialistas tem sido de cautela. Muitos profissionais do mercado financeiro e entusiastas de criptomoedas reconhecem a necessidade de regulamentação, mas também alertam para o fato de que a criminalização de toda a indústria pode ser prejudicial para inovações tecnológicas e para a adoção mais ampla das criptomoedas. Especialistas acreditam que é fundamental separar as práticas ilegais das legítimas, para que o potencial das criptomoedas possa ser explorado de maneira segura e responsável.
Nos próximos meses, espera-se que o cenário regulatório para criptomoedas no Brasil se torne ainda mais rigoroso, à medida que as autoridades aprofundam suas investigações e buscam formas de coibir atividades ilícitas. Isso poderá resultar em novas diretrizes e normas para a operação de exchanges e para a transação de criptoativos, além de um aumento na colaboração internacional para combater a lavagem de dinheiro. A comunidade cripto terá que se adaptar a essas mudanças, equilibrando inovação e conformidade com as regulamentações que estão por vir.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: julho de 2026
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