Justiça da Argentina absolve Milei no caso LIBRA sem ver crime

A Justiça federal da Argentina encerrou formalmente a investigação que envolvia o presidente Javier Milei no chamado escândalo LIBRA. Na decisão proferida pelo magistrado responsável pelo caso, concluiu-se que a conduta do mandatário ao promover a memecoin não configurou crime de estelionato ou qualquer outra conduta fraudulenta penalmente relevante. O processo analisava o papel de Milei na divulgação do ativo digital que posteriormente despencou de valor, gerando prejuízos expressivos para investidores que haviam adquirido a criptomoeda baseando-se nas postagens públicas do chefe de Estado.
O episódio remonta ao período em que a memecoin LIBRA ganhou tração nas redes sociais impulsionada por figuras públicas, incluindo o próprio presidente argentino, conhecido por suas posições liberais e apoio frequente a inovações financeiras e ao mercado de criptoativos. Com a valorização repentina seguida de uma derrocada drástica no preço do token, centenas de pequenos investidores se viram no prejuízo e decidiram buscar reparação na Justiça. A controvérsia colocou em pauta a responsabilidade ética e jurídica de líderes políticos ao endossarem ativos especulativos de alta volatilidade na internet.
Para nós aqui do CoinMagnetic, essa decisão judicial é um marco importante na discussão sobre a regulação e a responsabilidade civil e penal no ecossistema de criptomoedas, especialmente quando envolve autoridades governamentais. O mercado acompanha de perto casos em que figuras públicas utilizam sua influência para promover tokens especulativos, pois a linha entre a liberdade de expressão, o endosso comercial e a manipulação de mercado costuma ser tênue. A absolvição sinaliza que, na visão da Justiça argentina atual, o endosso político por si só, sem dolo comprovado de fraude estruturada, não basta para enquadrar a conduta no Código Penal.
Apesar do veredito favorável na esfera criminal, a decisão gerou forte reação entre críticos e grupos de oposição na Argentina, que classificaram o desfecho como uma tentativa de acobertamento institucional para proteger o presidente. Advogados que representam parte dos investidores afetados já anunciaram que estudam alternativas jurídicas e novos recursos para tentar reverter a sentença e manter o caso em aberto, argumentando que a promoção irresponsável causou danos financeiros irreparáveis a cidadãos comuns.
Com o encerramento desta etapa na Justiça federal, o foco agora se volta para os desdobramentos políticos e para a pressão pública que o caso continua exercendo sobre a administração de Javier Milei. Especialistas em direito digital apontam que o episódio serve como um alerta definitivo para figuras públicas de todo o mundo sobre os riscos reputacionais e legais de associar suas imagens a memecoins e projetos especulativos de criptomoedas.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: outubro de 2026
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