'É errado proibir o Polymarket e Kalshi no Brasil', defende Instituto Livre Mercado

O Instituto Livre Mercado (ILM) expressou sua preocupação em relação à recente decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), que proibiu os mercados preditivos, como Polymarket e Kalshi, no Brasil. Em uma nota enviada ao Cointelegraph, o ILM argumentou que a proibição pode ter consequências negativas para a inovação e o desenvolvimento de novos modelos de negócios no setor financeiro. A resolução, que foi formalizada por meio da Resolução nº 5.298, levanta questões sobre a liberdade econômica e o papel do Estado na regulação de novas tecnologias.
Para entender o impacto dessa decisão, é importante considerar o contexto dos mercados preditivos, que têm ganhado popularidade em diversas partes do mundo. Esses mercados permitem que os usuários façam apostas sobre eventos futuros, criando um espaço onde a informação e a opinião pública podem ser tradadas como ativos. A proibição no Brasil, portanto, não apenas restringe a operação de plataformas já estabelecidas, mas também pode desencorajar novas iniciativas e inovações que poderiam surgir neste setor.
Essa decisão do CMN é relevante não apenas para os investidores e usuários desses serviços, mas também para o mercado financeiro como um todo. A proibição de mercados preditivos pode ser vista como um retrocesso em um momento em que o Brasil busca se posicionar como um hub de inovação e tecnologia. Especialistas apontam que, ao limitar a liberdade de operação de plataformas que promovem a transparência e a participação do público, o país pode estar perdendo uma oportunidade valiosa de impulsionar a competitividade e a modernização do mercado financeiro.
A reação de especialistas e de representantes do setor não demorou a surgir. Muitos criticaram a falta de visão do CMN, destacando que a regulação excessiva pode levar a uma fuga de talentos e inovações para outros países que adotam uma abordagem mais favorável. O ILM, junto com outros grupos do setor, está mobilizando esforços para reverter essa proibição e promover um debate mais amplo sobre a necessidade de regulamentações que incentivem, em vez de inibirem, a inovação.
O futuro dos mercados preditivos no Brasil ainda é incerto. O ILM tem planos de continuar sua luta contra a resolução do CMN, e as próximas semanas poderão trazer novas discussões e propostas que visem a reabertura desse espaço. Enquanto isso, o setor continua atento às movimentações do governo e às possíveis mudanças nas regulamentações, com a esperança de que o Brasil não se feche para as oportunidades que os mercados preditivos podem oferecer.
Equipe CoinMagnetic
Investidores em cripto desde 2017. Investimos nosso proprio dinheiro e testamos cada corretora pessoalmente.
Atualizado: abril de 2026
Em nossas analises:
Quer receber as noticias primeiro?
Siga nosso canal no Telegram – publicamos noticias importantes e analises.
Seguir o canalNoticias relacionadas

B3 passa a negociar opções em reais, reduzindo exposição cambial

Mercado de criptomoedas se recupera em julho após junho desafiador

Projeto de lei pode redefinir tokenização de ativos no Brasil

Trump Media reduz suas ambições cripto sob nova liderança

Projeto INTEGRA visa unificar redes blockchain do Governo Federal para melhorar serviços públicos
