Enquanto Banco Central do Brasil fecha o cerco às stablecoins, BIS publica estudo mostrando que restrições não funcionam

Um novo estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS) trouxe à tona importantes insights sobre o impacto das restrições às stablecoins, como o USDT e o USDC, em nível global. A pesquisa analisou fluxos de stablecoins em 184 países e não encontrou evidências de que as restrições impostas a esses ativos digitais tenham um efeito estatístico significativo sobre sua entrada ou uso. O trabalho, intitulado "Working Paper nº 1370", foi publicado em 21 de julho e revela que, enquanto as medidas de controle cambial podem reduzir a dolarização por meio de depósitos bancários em moeda estrangeira, elas não têm o mesmo efeito sobre as stablecoins.
Esse estudo surge em um momento em que o Banco Central do Brasil intensifica suas ações para regular o uso de stablecoins no país. Nos últimos meses, o BC anunciou uma série de medidas para controlar o fluxo desses ativos, alegando preocupações com a estabilidade financeira e a proteção dos investidores. No entanto, a pesquisa do BIS sugere que essas restrições podem não ter a eficácia esperada, já que as stablecoins podem contornar barreiras e continuar a ser utilizadas por indivíduos e empresas.
A relevância desse estudo para o mercado de criptomoedas é inegável. As stablecoins têm se tornado uma parte significativa do ecossistema cripto, oferecendo uma alternativa mais estável em comparação com a volatilidade de outras criptomoedas. Se as restrições não funcionam como previsto, os reguladores podem enfrentar desafios em suas tentativas de controlar o uso dessas moedas digitais, o que poderia levar a uma maior adoção das stablecoins, mesmo em mercados que tentam restringi-las.
A reação do setor e de especialistas tem sido de cautela, mas também de otimismo. Muitas vozes no mercado acreditam que o estudo do BIS pode servir como um alerta para os reguladores, sugerindo que a abordagem de proibição ou restrição pode ser menos eficaz do que uma regulamentação mais clara e colaborativa. Especialistas em criptomoedas argumentam que o foco deve ser em criar um ambiente regulatório que permita a inovação e o crescimento, em vez de simplesmente tentar bloquear o acesso a ativos digitais.
O que vem a seguir para o mercado de stablecoins e a regulação no Brasil ainda é incerto. Com o crescimento contínuo do uso de criptomoedas e stablecoins, é provável que os reguladores precisem reconsiderar suas estratégias. O estudo do BIS pode impulsionar um debate mais amplo sobre a necessidade de uma abordagem equilibrada que permita a coexistência das stablecoins com o sistema financeiro tradicional, ao mesmo tempo em que se busca a proteção dos consumidores e a estabilidade econômica.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: julho de 2026
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