Bradesco avança na adoção cripto e quer fazer custódia de Bitcoin, criptomoedas e stablecoins

Durante a abertura do evento Blockchain Rio, em São Paulo, Renata T. Petrovic, head of innovation do Bradesco, anunciou que o banco está avançando em sua estratégia de adoção de criptomoedas. O projeto em questão visa oferecer um serviço de custódia para Bitcoin, outras criptomoedas e stablecoins. Essa iniciativa é um passo significativo para o Bradesco, que busca não apenas se modernizar, mas também atender à crescente demanda por soluções financeiras que envolvem ativos digitais. A proposta é que os clientes do banco tenham a possibilidade de armazenar seus ativos digitais de forma segura dentro da infraestrutura do Bradesco.
A adoção de criptomoedas por instituições financeiras não é uma novidade, mas o movimento do Bradesco se destaca em um contexto onde a regulamentação e a aceitação de ativos digitais ainda estão em desenvolvimento no Brasil. Nos últimos anos, diversas instituições têm explorado a possibilidade de integrar criptomoedas em suas operações, mas poucos bancos têm avançado em soluções concretas de custódia. O anúncio do Bradesco pode ser visto como um reflexo da maturação do mercado, onde bancos tradicionais começam a perceber a importância de se adaptar às novas tecnologias e necessidades dos consumidores.
Essa iniciativa do Bradesco é uma notícia relevante para o mercado, pois sinaliza um aumento na legitimidade das criptomoedas como ativos financeiros. A possibilidade de ter um banco tradicional oferecendo serviços de custódia pode trazer uma nova camada de confiança para investidores que ainda têm receios sobre a segurança e a integridade dos ativos digitais. Além disso, essa movimentação pode incentivar outros bancos a seguirem o exemplo, ampliando a concorrência e potencialmente favorecendo a inovação no setor financeiro.
A reação do setor financeiro e de especialistas tem sido positiva, com muitos reconhecendo a importância da iniciativa para a evolução do mercado de criptoativos no Brasil. Especialistas acreditam que a entrada de grandes bancos na custódia de criptomoedas pode ajudar a regularizar e formalizar esse mercado, trazendo mais transparência e segurança. No entanto, há também a necessidade de um debate mais aprofundado sobre a regulamentação e as melhores práticas para garantir a proteção dos investidores.
O próximo passo para o Bradesco, conforme mencionado por Renata T. Petrovic, é continuar o desenvolvimento dessa solução de custódia e trabalhar em conjunto com reguladores para assegurar que todas as diretrizes necessárias sejam atendidas. A expectativa é de que, em um futuro próximo, os clientes do Bradesco possam usufruir de uma plataforma robusta e segura para gerenciar seus ativos digitais, refletindo a crescente integração entre o setor bancário tradicional e o mundo das criptomoedas.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: maio de 2026
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