Banco Central vai lançar o 'Prisma' e diz que empresas querem tokenização mas não fazem nem o básico de segurança digital

Na manhã desta segunda-feira, 18, o Banco Central do Brasil apresentou uma nova iniciativa chamada 'Prisma', que visa promover a tokenização no setor financeiro. No entanto, durante o evento “Fórum Bancos & Banking”, realizado em parceria com a Acrefi, o diretor do Banco Central, Aristides Cavalcante Neto, fez um alerta contundente sobre a falta de segurança digital nas instituições financeiras. Ele destacou que, apesar do crescente interesse em tecnologias como blockchain e inteligência artificial, muitas empresas ainda operam com sistemas obsoletos e sem uma gestão adequada de riscos tecnológicos. Essa discrepância entre a inovação desejada e a realidade atual das instituições pode ser um obstáculo significativo para a implementação eficaz dessas novas tecnologias.
O contexto dessa situação não é novo. Nos últimos anos, o setor financeiro tem buscado se modernizar, adotando tecnologias emergentes para melhorar a eficiência e a competitividade. A tokenização, por exemplo, é vista como uma maneira de aumentar a liquidez e facilitar transações, enquanto a inteligência artificial promete otimizar a análise de dados e a tomada de decisões. No entanto, muitas instituições ainda carecem de estruturas básicas de segurança digital, o que levanta preocupações sobre a vulnerabilidade a fraudes e ataques cibernéticos. Cavalcante Neto enfatizou que é preciso primeiro garantir a segurança e a integridade dos sistemas antes de embarcar em iniciativas mais avançadas.
A importância dessa questão para o mercado é inegável. A falta de segurança digital pode não apenas comprometer a confiança dos consumidores, mas também prejudicar a reputação das instituições financeiras. Em um momento em que a inovação é vista como essencial para a sobrevivência no setor, ignorar as bases de segurança pode resultar em perdas financeiras e danos permanentes à imagem das empresas. A declaração do Banco Central serve como um chamado à ação para que as instituições reavaliem suas práticas de segurança e garantam que estão preparadas para a era digital.
A reação do setor tem sido mista. Enquanto algumas instituições já reconheceram a necessidade de investir em segurança digital e estão tomando medidas para atualizar suas infraestruturas, outras parecem relutantes em mudar, permanecendo na zona de conforto das soluções tradicionais. Especialistas em tecnologia e segurança da informação destacam que a resistência à mudança pode ser um dos maiores obstáculos para a evolução do setor. Eles argumentam que, sem uma abordagem proativa em relação à segurança, o potencial das novas tecnologias poderá ser severamente limitado.
O que vem a seguir para o mercado financeiro brasileiro é um período de adaptação e aprendizado. Com o lançamento do Prisma, o Banco Central poderá estabelecer diretrizes mais claras sobre como as instituições devem proceder com a tokenização e a adoção de tecnologias digitais. As instituições que se anteciparem e investirem em segurança digital estarão em uma posição privilegiada para se beneficiar das inovações que estão por vir. Assim, a expectativa é que, nos próximos meses, haja um movimento crescente em direção à modernização das práticas de segurança, possibilitando um ambiente mais seguro e propício à inovação.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: maio de 2026
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