Ataques a criptomoedas caem 47% no 1º semestre, mas setor não está mais seguro, segundo a CertiK

A CertiK divulgou recentemente um relatório que revela uma queda de 47% nos ataques a criptomoedas no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, essa redução pode não ser um sinal de que o setor está mais seguro, uma vez que as perdas causadas por esses ataques aumentaram consideravelmente no segundo trimestre, crescendo 59%. Essa elevação nas perdas foi impulsionada por ataques notáveis, como os ocorridos na KelpDAO e no Drift Protocol, que, segundo investigações, foram orquestrados por hackers associados à Coreia do Norte. O total de perdas com criptomoedas caiu para US$ 1,32 bilhão, mas a CertiK alerta que essa diminuição pode dar uma falsa sensação de segurança.
Para entender melhor esse cenário, é essencial considerar o contexto histórico dos ataques cibernéticos no setor de criptomoedas. Nos últimos anos, a indústria tem sido alvo crescente de hackers, que exploram vulnerabilidades em plataformas de blockchain e finanças descentralizadas. O fenômeno do phishing, por exemplo, continua a ser uma das principais ferramentas utilizadas por criminosos para roubar criptomoedas. Embora o número total de ataques tenha diminuído, a sofisticação e a destrutividade das técnicas empregadas pelos hackers têm aumentado, levando a perdas financeiras ainda mais significativas.
Essa situação é preocupante para o mercado de criptomoedas, pois a confiança dos investidores pode ser afetada. Um aumento na percepção de risco pode levar a uma redução na adoção de criptomoedas, impactando não apenas o valor dos ativos digitais, mas também o desenvolvimento de novas tecnologias e inovações no setor. Além disso, a crescente complexidade dos ataques sugere que as medidas de segurança atuais podem não ser suficientes para proteger os investidores e as plataformas, o que demanda um esforço contínuo para melhorar as defesas cibernéticas.
As reações do setor têm sido variadas. Especialistas em segurança cibernética ressaltam a importância de uma maior colaboração entre empresas de criptomoedas e órgãos reguladores para estabelecer padrões de segurança mais rigorosos. Por outro lado, alguns analistas expressam otimismo, afirmando que a diminuição no número de ataques é um reflexo dos investimentos em tecnologias de segurança e da conscientização dos usuários sobre práticas seguras. No entanto, a comunidade permanece alerta, ciente de que a batalha contra os hackers está longe de ser vencida.
O que está por vir nesse contexto é incerto, mas é evidente que o setor precisa se adaptar às novas realidades enfrentadas em termos de segurança cibernética. Espera-se que, à medida que os ataques se tornem mais sofisticados, as empresas busquem implementar soluções mais robustas e inovadoras para proteger seus sistemas. A conscientização e a educação dos usuários também serão fundamentais, uma vez que a prevenção é muitas vezes a primeira linha de defesa contra fraudes e ataques cibernéticos. A vigilância constante será essencial para garantir que a indústria continue a se desenvolver de maneira segura e sustentável.
Equipe CoinMagnetic
Investidores em cripto desde 2017. Investimos nosso proprio dinheiro e testamos cada corretora pessoalmente.
Atualizado: julho de 2026
Em nossas analises:
Quer receber as noticias primeiro?
Siga nosso canal no Telegram – publicamos noticias importantes e analises.
Seguir o canalNoticias relacionadas

Hackers da Coldcard usam CoinJoin para ocultar transações de bitcoins

Operação Asterix visa roubar ativos de criptomoedas de 885.000 telefones

CFTC encerra casos de fraude da FTX contra Ellison e Wang sem novas multas

STF autoriza extradição de russo condenado por golpe envolvendo mineração de criptomoedas

Apate utiliza 200.000 bots de IA para enganar golpistas online
