A Monashees é uma das firmas pioneiras de capital de risco na América Latina, fundada em 2005 e com sede em São Paulo, Brasil. A firma concentra seus investimentos em empresas de tecnologia em estágios iniciais e de crescimento na América Latina, com ênfase especial no Brasil. Ao longo de duas décadas, a Monashees construiu um portfólio com mais de 100 empresas nos setores de fintech, logística, tecnologia imobiliária, saúde digital e, mais recentemente, ativos digitais e infraestrutura blockchain.
A firma gerencia capital em múltiplos fundos. O total de ativos sob gestão não é divulgado publicamente. A Monashees investe desde rodadas seed até Series B, frequentemente ocupando assentos nos conselhos e trabalhando de perto com fundadores nas fases iniciais. Seu foco geográfico é a América Latina, com o Brasil como mercado principal e exposição seletiva ao México, Colômbia e à região em geral.
Investimentos notáveis
- Nubank – banco digital brasileiro e uma das maiores empresas de fintech do mundo. A Monashees foi uma das primeiras investidoras. O Nubank expandiu seus serviços de cripto para sua base de mais de 100 milhões de clientes.
- QuintoAndar – plataforma brasileira de proptech, avaliada em vários bilhões de dólares.
- Loggi – startup brasileira de logística e entrega de última milha.
- Gympass (atual Wellhub) – plataforma de bem-estar corporativo com atuação global.
- Nuvemshop (Tiendanube) – principal plataforma de e-commerce para PMEs na América Latina.
As informações públicas sobre o portfólio específico de cripto e blockchain da Monashees são limitadas. A firma fez movimentos seletivos em ativos digitais, em linha com as tendências de adoção de fintech na América Latina. Dado o alto índice de posse de criptomoedas na região – o Brasil figura entre os países com maior uso de criptomoedas no mundo – a Monashees se posicionou para apoiar projetos de infraestrutura e voltados ao consumidor nesse segmento. Nomes e valores específicos de operações em cripto não foram amplamente divulgados.
Equipe
A Monashees foi cofundada por Eric Acher e Fabio Igel, dois empreendedores brasileiros com trajetória em tecnologia e investimentos. Eric Acher é uma das vozes mais influentes no ecossistema de startups da América Latina há anos, participando frequentemente de conferências regionais e contribuindo para o desenvolvimento do ecossistema. A firma ampliou sua equipe de sócios ao longo dos anos, embora uma lista pública completa dos sócios gestores atuais não esteja disponível nas fontes oficiais.
Mais detalhes sobre a equipe atual estão disponíveis no perfil da Monashees no Crunchbase e no site oficial da firma.
Atividade recente
No período de 2024–2025, a Monashees continuou a alocar capital em tecnologia na América Latina. A firma manteve sua atuação durante uma desaceleração mais ampla do mercado de venture capital na região, preservando sua posição como investidor institucional de referência no ecossistema de startups brasileiro. Com a introdução de marcos regulatórios mais claros para ativos digitais pelos reguladores latino-americanos – incluindo o banco central do Brasil, o Banco Central do Brasil – o interesse de VCs regionais estabelecidos no setor cresceu. O Brasil aprovou uma regulação ampla para criptomoedas em 2023, criando um ambiente operacional mais definido para empresas do portfólio no segmento de ativos digitais.
As informações públicas sobre novos aportes específicos fechados pela Monashees em 2025–2026 são limitadas no momento desta publicação. A firma não divulga sistematicamente anúncios individuais de investimento.
A Monashees ocupa uma posição singular no venture capital latino-americano: tem o histórico e a profundidade de portfólio de uma VC regional de primeira geração, ao mesmo tempo em que permanece ativa em segmentos mais recentes, como cripto e blockchain. Para fundadores que constroem no espaço de ativos digitais da América Latina, a firma representa acesso a redes regionais consolidadas, um modelo operacional testado e conectividade com o ecossistema tecnológico brasileiro. A principal incerteza para observadores externos é a limitada divulgação pública sobre o tamanho dos fundos e posições específicas voltadas a cripto.
