IoTeX é uma empresa de blockchain Layer-1 fundada em 2017, com sede nos Estados Unidos. O projeto começou com foco em conectar dispositivos Internet das Coisas (IoT) à infraestrutura blockchain e, desde então, tornou-se uma das principais plataformas na categoria DePIN (Redes de Infraestrutura Física Descentralizada). A IoTeX atua como operadora de protocolo e como investidora corporativa estratégica, alocando capital em projetos que constroem sobre seu ecossistema ou o complementam.
A empresa captou aproximadamente $14 milhões por meio de uma venda de tokens em 2018. Desde então, expandiu seu ecossistema por meio de grants, investimentos de fundo ecossistêmico e parcerias de codesenvolvimento. A atividade de investimento da IoTeX tem escopo bem definido: a empresa apoia projetos em estágio inicial focados em conectividade de dispositivos, monetização de dados do mundo real e infraestrutura descentralizada – áreas onde pode oferecer integração técnica, não apenas capital.
Informações públicas sobre o total de ativos sob gestão são limitadas. A IoTeX não divulgou um tamanho formal de fundo, e sua atividade de investimento parece operar por meio de um fundo ecossistêmico interno, não por um veículo registrado.
Investimentos notáveis
- Pebble Tracker – A IoTeX desenvolveu e apoiou este dispositivo GPS e sensor ambiental, um dos primeiros produtos de hardware para consumidor projetado para verificação de dados em blockchain.
- MachineFi Lab – Empreendimento incubado pela IoTeX com foco em finanças respaldadas por máquinas e infraestrutura de aplicações DePIN.
- Streamr – Um mercado de dados descentralizado; a IoTeX citou o Streamr como uma camada de infraestrutura complementar para fluxos de dados do mundo real.
- W3bstream – Uma camada de computação off-chain desenvolvida no ecossistema IoTeX para processar dados de dispositivos conectados antes de registrar as provas on-chain.
- Empresas adicionais do portfólio receberam apoio por meio do IoTeX Ecosystem Fund, embora os valores individuais dos aportes não sejam divulgados publicamente.
Equipe
A IoTeX foi cofundada por quatro engenheiros com experiência em sistemas distribuídos e criptografia. Raullen Chai (CEO) trabalhou anteriormente no Google e na Uber, com foco em segurança e infraestrutura. Xinxin Fan (Chefe de Criptografia) possui doutorado e publicou trabalhos acadêmicos sobre criptografia leve para dispositivos IoT. Qevan Guo (cofundador) tem formação em aprendizado de máquina e trabalhou anteriormente no Facebook. Jing Sun (cofundadora) é também sócia gestora da Sparkland Capital, um fundo de venture que investe de forma independente em projetos blockchain – embora a Sparkland opere separadamente da atividade de investimento corporativo da IoTeX.
Atividade recente
Entre 2024 e início de 2026, a IoTeX acelerou sua expansão na narrativa DePIN, que ganhou atenção mainstream no mercado cripto durante o ciclo de alta de 2024. A equipe reposicionou vários produtos internos, expandiu a camada de computação off-chain W3bstream e lançou o DePIN Hub – um diretório e launchpad para projetos de infraestrutura física. A IoTeX também ingressou na DePIN Alliance, ao lado de Helium, Hivemapper e outras equipes de protocolo.
A empresa concentrou esforços em expandir o ecossistema do token IOTX e atrair fabricantes de hardware para construir pipelines de dados verificados em sua rede. Coinvestimentos estratégicos com outros fundos alinhados ao DePIN foram relatados, embora os termos específicos permaneçam privados.
A IoTeX ocupa uma posição singular: parte protocolo, parte estúdio de produtos, parte investidora de ecossistema. Sua tese de investimento corporativo é intencionalmente estreita – apenas projetos nos quais dados de dispositivos, prova de localização ou mecânicas de economia de máquinas sejam centrais. Equipes que buscam capital Web3 generalista encontrarão aqui um encaixe ruim. Equipes que desenvolvem hardware físico ou redes de sensores e precisam de infraestrutura de liquidação em blockchain podem encontrar na IoTeX um parceiro genuinamente estratégico. As informações públicas sobre desempenho do portfólio e saídas são limitadas, pois nenhuma empresa do portfólio chegou a um evento de liquidez relevante até o momento.
