A Haun Ventures é uma firma de capital de risco dedicada a cripto e Web3, fundada em 2022 por Katie Haun, ex-promotora federal e uma das primeiras sócias gerais na equipe de cripto da Andreessen Horowitz (a16z). A firma foi lançada com dois fundos anunciados simultaneamente no início de 2022: um fundo de estágio inicial de US$ 500 milhões e um fundo de aceleração de US$ 1 bilhão, totalizando US$ 1,5 bilhão em capital comprometido – uma das maiores captações de VC nativo de cripto daquele ciclo. Com sede na área da Baía de São Francisco, a Haun Ventures atua exclusivamente como investidora Web3, sem portfólio de tecnologia legada para equilibrar.
A tese da firma gira em torno de protocolos descentralizados, aplicações de cripto para consumidores e infraestrutura que conecta blockchains a usuários finais. A Haun Ventures investe desde o estágio semente até o de crescimento; o fundo de aceleração foca em rodadas mais avançadas, onde as empresas precisam de suporte operacional além do capital. A captação de US$ 1,5 bilhão gerou grande atenção em parte porque foi concluída exatamente quando os mercados de cripto entravam na queda de 2022, pressionando as avaliações do portfólio desde cedo.
Investimentos notáveis
- Phantom – a principal carteira da Solana, depois expandida para Ethereum e Bitcoin
- Farcaster – protocolo social descentralizado que ganhou tração no ciclo 2023–2024
- Privy – infraestrutura de carteira integrada e autenticação para apps de cripto voltados ao consumidor
- Goldfinch Finance – protocolo de crédito descentralizado focado em empréstimos do mundo real em mercados emergentes
- Chaos Labs – ferramentas de segurança econômica e simulação de risco para protocolos DeFi
- LayerZero – infraestrutura de interoperabilidade entre cadeias (investimento relatado junto a outros VCs de destaque)
- Mysten Labs – a equipe por trás da blockchain Sui
As informações públicas sobre o portfólio completo são limitadas. A Haun Ventures não divulgou uma lista completa de investimentos, e alguns deles foram revelados apenas por meio de anúncios das próprias empresas, não por registros da firma.
Equipe
Katie Haun é a fundadora e sócia gestora. Antes da Haun Ventures, ela atuou por quase uma década como promotora federal no Departamento de Justiça dos EUA, liderando os primeiros casos relacionados a cripto e co-presidindo o primeiro grupo de trabalho sobre criptomoedas do DOJ. Em seguida, ingressou na a16z em 2018, onde co-liderou os fundos de cripto antes de sair para criar sua própria firma. Ela também integrou o conselho da Coinbase durante o IPO de 2021. Outros sócios e membros sênior da equipe incluem Jeff Amico (ex-a16z crypto), Sumana Madupu e Rachael Horwitz (ex-diretora de comunicação da a16z). O professor de Harvard Scott Kominers, pesquisador reconhecido em design de mecanismos e economia de NFTs, está vinculado à firma em capacidade de pesquisa.
Atividade recente
O mercado de baixa de cripto em 2022–2023, agravado pelo colapso da FTX em novembro de 2022, afetou o portfólio da firma junto com o restante do setor. Diversas aplicações Web3 para consumidores no portfólio registraram queda acentuada na atividade de usuários. Relatórios de 2023 indicaram que a Haun Ventures, como a maioria dos fundos nativos de cripto daquela geração, acumulou perdas expressivas no papel sobre os US$ 1,5 bilhão captados nas avaliações do pico do ciclo. A firma reduziu o quadro de funcionários em 2023, em linha com a tendência mais ampla de VCs de cripto cortando custos durante a retração.
A recuperação do mercado em 2024 – impulsionada pela aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA e pelo renovado interesse institucional – melhorou as condições para o portfólio. A Phantom, em particular, se beneficiou da explosão de atividade na Solana em 2024. A Haun Ventures não anunciou publicamente um terceiro fundo até o início de 2026; a firma parece estar alocando o capital remanescente dos dois fundos originais em vez de buscar novos comprometimentos de LPs imediatamente.
A Haun Ventures ocupa uma posição singular no cenário de VC de cripto: profundamente conectada a redes regulatórias e jurídicas graças ao histórico de Katie Haun no DOJ, e com experiência operacional consolidada durante sua passagem pela a16z. Se a firma conseguirá retornar os US$ 1,5 bilhão em um mercado que puniu duramente as avaliações de 2021–2022 será o teste definitivo deste ciclo de fundos. As apostas iniciais em Phantom e Farcaster envelheceram bem; o desempenho do portfólio como um todo ainda será revelado à medida que o setor avança para eventos de liquidez na janela 2025–2027. Para detalhes atuais do portfólio, consulte o site oficial da firma e seu perfil no Crunchbase.
