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Harlem Capital

Harlem Capital

Venture

A Harlem Capital é uma firma de capital de risco sediada em Nova York, fundada em 2016 por Henri Pierre-Jacques e Jarrid Tingle. A firma construiu sua identidade em torno de uma missão declarada: investir em 1.000 fundadores diversos – especificamente empreendedores negros e latinos – ao longo de 20 anos. Essa missão orienta cada aspecto da captação de negócios, contratações e estrutura dos fundos.

A firma atua no estágio inicial, realizando aportes desde o pré-seed até a Série A. Em 2021, a Harlem Capital fechou o Fundo II em US$ 134 milhões, aproximadamente cinco vezes o tamanho do Fundo I. A captação atraiu sócios limitados institucionais e validou a tese de que investimento com propósito e retornos financeiros são compatíveis. O AUM total além do Fundo II não foi divulgado publicamente até meados de 2026.

Além do capital, a Harlem Capital mantém um programa de fellowship que forma a próxima geração de investidores de venture capital vindos de grupos sub-representados – um passo incomum para um fundo de seu porte, que se tornou parte relevante da marca.

Investimentos notáveis

  • Squire – software de gestão para barbearias; uma das empresas do portfólio mais citadas pela firma
  • Throne – plataforma de lista de desejos e monetização para criadores de conteúdo
  • MiMedia – armazenamento pessoal de conteúdo na nuvem
  • Partake Foods – marca de alimentos para pessoas com alergias; uma incursão em bens de consumo
  • Calibrate – plataforma de saúde metabólica

O universo de investimentos da Harlem Capital concentra-se em software, fintech, consumo e saúde – não em cripto ou Web3 por padrão. A atividade rastreada da firma em negócios cripto-nativos é limitada. As informações públicas sobre empresas de portfólio em blockchain ou ativos digitais são escassas. Caso a firma tenha realizado investimentos em Web3, esses não foram amplamente divulgados na imprensa nem nas próprias comunicações da firma até o início de 2026.

Equipe

Henri Pierre-Jacques (Sócio-Gestor) atuou em banco de investimento e private equity antes de co-fundar a firma. Jarrid Tingle (Sócio-Gestor) tem formação em finanças e falou amplamente sobre a economia dos fundadores sub-representados. A equipe cresceu e hoje inclui vários diretores e associados, muitos recrutados diretamente do programa de fellowship. A composição completa da equipe está listada no site da firma.

Atividade recente

Ao longo de 2024 e em 2025, a Harlem Capital continuou apoiando empresas em estágio inicial nos setores de fintech e software. Nenhum novo fechamento de fundo ou mudança estratégica relevante foi anunciado publicamente até meados de 2026. A firma manteve um ritmo constante de novos investimentos e esteve presente em eventos do setor, com Pierre-Jacques e Tingle participando de conferências voltadas à diversidade no venture capital. Um Fundo III não foi confirmado publicamente.

A Harlem Capital ocupa um nicho bem definido: aportes em estágio inicial para fundadores que fundos maiores e generalistas historicamente ignoraram. A missão dos 1.000 fundadores confere à firma um horizonte de longo prazo e um fluxo de negócios diferenciado. Se essa tese se expande de forma significativa para ativos digitais ainda é uma questão em aberto – o portfólio público da firma tende a SaaS, consumo e fintech, e não a infraestrutura blockchain ou DeFi. Investidores que acompanham a firma em busca de exposição a cripto devem notar que negócios nativos em blockchain representam uma fatia pequena e não totalmente divulgada do portfólio. Fontes como o Crunchbase e o site da própria firma continuam sendo as referências mais confiáveis para dados atualizados do portfólio.

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