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Felix Capital

Felix Capital

Venture

A Felix Capital é uma firma de capital de risco com sede em Londres, fundada em 2015 por Frédéric Court. A firma atua na interseção entre tecnologia e criatividade, com foco em marcas digitais voltadas ao consumidor nos segmentos de moda, estilo de vida, bem-estar e, cada vez mais, fintech e ativos digitais. Court trabalhou anteriormente na General Atlantic e na Advent Venture Partners antes de fundar a Felix Capital, com a convicção de que os negócios digitais mais duradouros seriam construídos em torno de relevância cultural, não apenas de utilidade.

A firma captou múltiplos fundos desde sua criação. O Fundo I fechou em aproximadamente $120 milhões em 2015, o Fundo II em cerca de $300 milhões em 2019, e o Fundo III em aproximadamente $600 milhões em 2022, levando o AUM total estimado a mais de $1 bilhão. A Felix investe principalmente nas rodadas Série A e B, com cheques iniciais tipicamente entre $5 e $20 milhões e capital reservado para rodadas subsequentes. Sua atuação geográfica abrange Europa e América do Norte, com presença relevante em Londres e Nova York.

No segmento mais amplo de ativos digitais e fintech, a Felix Capital apoiou empresas que operam na convergência entre comportamento do consumidor e infraestrutura financeira emergente. As informações públicas sobre a composição específica das cinco posições de portfólio ligadas ao setor cripto são limitadas; os nomes confirmados em divulgações públicas estão indicados abaixo.

Investimentos notáveis

  • Ledger – Fabricante de carteira de hardware com sede em Paris; a Felix participou de rodadas de crescimento à medida que a Ledger expandiu seus dispositivos para consumidores, o Ledger Live e serviços de custódia institucional (Ledger Enterprise).
  • Sorare – Plataforma de fantasy football baseada em Ethereum que usa cartas de jogadores em NFT; a Felix apoiou a empresa antes de sua expressiva Série B de $680 milhões em 2021, uma das maiores rodadas na história do setor cripto europeu até então.
  • Farfetch – Mercado de moda de luxo que abriu capital na NYSE em 2018. A Felix Capital foi uma das primeiras investidoras institucionais. A Farfetch enfrentou graves dificuldades financeiras em 2023 e foi adquirida pela sul-coreana Coupang em um acordo de reestruturação, representando um dos resultados mais difíceis do portfólio.
  • Peloton – Empresa de fitness conectado; a Felix investiu cedo no contexto europeu. O colapso da avaliação da Peloton no pós-pandemia, de cerca de $50 bilhões para menos de $2 bilhões entre 2022 e 2023, foi um impacto negativo significativo no histórico da firma, embora o momento de entrada da Felix tenha diferido do pico de precificação no mercado público.
  • As informações públicas sobre a quinta posição de portfólio ligada ao setor cripto são limitadas no momento.

Equipe

Frédéric Court é o fundador e único sócio gestor da firma. Ele construiu sua carreira de investimentos ao longo de duas décadas no setor de VC em tecnologia europeia, com passagens pela General Atlantic (onde liderou investimentos em consumo e internet) e pela Advent Venture Partners. Court é amplamente citado nos círculos de VC europeus como um dos primeiros defensores de apoiar fundadores da "classe criativa" – designers, construtores de marcas e empreendedores culturais – em vez de apenas engenheiros. Ele está baseado em Londres. A equipe mais ampla da Felix inclui vários profissionais de investimento e operações, embora a firma mantenha uma estrutura de parceria deliberadamente enxuta. Os nomes específicos de sócios não fundadores não são divulgados de forma consistente em fontes públicas.

Atividade recente

Em 2022–2023, a Felix Capital continuou investindo a partir do Fundo III mesmo com a contração acentuada do mercado de venture em geral. A firma sinalizou interesse contínuo em primitivos de propriedade digital, fintech para consumidores e plataformas onde a infraestrutura blockchain viabiliza experiências inéditas para o usuário, em vez de ser o produto principal. A Felix discutiu publicamente a tese de que aplicações cripto-nativas com demanda real dos consumidores – e não mecânicas especulativas de tokens – representam a parte duradoura dessa classe de ativos, alinhada ao seu foco mais amplo em marcas de consumo.

As desvalorizações na Farfetch e a correção da Peloton afetaram de forma relevante os retornos da safra 2018–2020 do fundo. No entanto, a Sorare e a Ledger, ambas atuando em mercados com crescimento estrutural, ofereceram compensações parciais. Espera-se que a Felix inicie a captação de um Fundo IV na janela de 2025–2026, embora nenhum anúncio público tenha sido feito até o momento desta redação.

Para dados verificados de transações, o perfil da Felix Capital no Crunchbase acompanha as rodadas divulgadas. O próprio site da firma em felixcap.com lista empresas selecionadas do portfólio sem detalhar os termos dos investimentos.

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