Cyberstarts é uma firma israelense de capital de risco focada exclusivamente em empresas de cibersegurança em estágio inicial. A firma foi fundada em 2018 por Gili Raanan, ex-sócio geral da Sequoia Capital Israel, que passou mais de uma década apoiando empresas de tecnologia corporativa antes de lançar seu próprio veículo. A Cyberstarts opera com uma tese concentrada e de alta convicção: apoiar um número reduzido de fundadores de cibersegurança no estágio mais inicial e acompanhá-los de perto durante a construção da empresa. A firma não dispersa capital em dezenas de apostas – mantém um portfólio enxuto e mira resultados que definem categorias.
A firma obtém seu fluxo de negócios por meio de laços profundos com o ecossistema de inteligência militar israelense, especialmente a Unidade 8200, o corpo de inteligência de sinais de Israel que produziu uma parcela desproporcional dos empreendedores de cibersegurança do país. Gili Raanan descreve a Cyberstarts como uma plataforma tanto quanto um fundo – oferecendo aos fundadores acesso a uma rede de CISOs e compradores corporativos que atuam como consultores e ajudam as empresas do portfólio a conquistar seus primeiros contratos comerciais. Esse modelo de "aceleração de entrada no mercado" é central na proposta da firma aos fundadores. O total de ativos sob gestão não foi formalmente divulgado em documentos públicos. As informações públicas sobre tamanhos específicos de fundos permanecem limitadas.
Investimentos notáveis
- Wiz – plataforma de segurança em nuvem; uma das empresas de software corporativo de crescimento mais rápido já registradas, atingindo $100M de ARR em menos de 18 meses. Perfil no Crunchbase. Em 2024, o Google anunciou uma proposta de aquisição por aproximadamente $23 bilhões, que foi posteriormente retirada; a Wiz então abriu processo para um IPO.
- Axonius – plataforma de gestão de ativos de cibersegurança com aportes em múltiplas rodadas. A empresa ajuda corporações a manter visibilidade sobre todos os dispositivos e softwares conectados.
- Orca Security – plataforma de segurança em nuvem sem agente que oferece proteção de cargas de trabalho e dados em ambientes multi-cloud.
- Noname Security – segurança de API; adquirida pela Akamai em 2024 por um valor reportado de $450 milhões.
- Talon Cyber Security – segurança de navegador corporativo; adquirida pela Palo Alto Networks no final de 2023.
As informações públicas sobre investimentos diretos da Cyberstarts em cripto ou blockchain são limitadas. O foco declarado da firma permanece em cibersegurança corporativa, e não em infraestrutura de ativos digitais, embora empresas do portfólio nas áreas de identidade em nuvem e segurança de API tenham sobreposição natural com plataformas Web3.
Equipe
Gili Raanan é o sócio geral e figura pública da firma. Antes da Cyberstarts, passou cerca de 12 anos na Sequoia Capital, onde liderou investimentos em software corporativo israelense e europeu. Sua formação é em ciência da computação e ele atuou na inteligência israelense antes de migrar para o investimento em tecnologia. Além de Raanan, a Cyberstarts opera com uma estrutura de parceria enxuta. Os demais membros da equipe e eventuais co-sócios gerais não aparecem de forma consistente em fontes públicas.
Atividade recente
O período de 2023 a 2025 foi marcado por duas saídas relevantes: a aquisição da Noname Security pela Akamai e a aquisição da Talon pela Palo Alto Networks. Essas operações geraram DPI expressivo para os LPs do fundo e validaram a tese de entrada em estágio inicial da firma. O quase-acordo Google–Wiz em 2024 atraiu grande atenção da imprensa e elevou o perfil global da firma. Após a decisão da Wiz de seguir o caminho de um IPO independente, o principal investimento da Cyberstarts permaneceu como empresa privada com valuation acima de $10 bilhões ao entrar em 2025.
A Cyberstarts continuou participando de novas rodadas seed e Série A no ecossistema de segurança israelense. A firma sustenta que sua rede de CISOs – composta por centenas de líderes de segurança corporativa – oferece às empresas do portfólio uma vantagem estrutural nos ciclos iniciais de vendas corporativas. Dado o ritmo de saídas e o pipeline de IPO da Wiz, é provável que a firma esteja captando ou já tenha captado um fundo subsequente, embora anúncios formais não tenham sido confirmados publicamente até o início de 2026. Crunchbase – Cyberstarts.
