'Tokenização pode abrir caminho para supervisão mais ativa com dados registrados por hash', diz Banco Central

Nesta quarta-feira, 12, Henrique Videira, gerente de ativos virtuais do Banco Central do Brasil (BC), destacou durante o fórum GovStage, realizado no Blockchain Rio, que a tokenização pode facilitar uma supervisão financeira mais ativa e menos reativa. Ele explicou que o uso de dados registrados por hash e timestamp pode transformar a maneira como o sistema financeiro é monitorado, permitindo uma abordagem mais proativa na identificação de riscos e na tomada de decisões. Videira acredita que essas novas infraestruturas digitais têm o potencial de reduzir as conciliações manuais, trazendo mais eficiência ao setor.
O conceito de tokenização, que consiste na conversão de ativos físicos ou digitais em tokens digitais que representam esses ativos em uma rede blockchain, vem ganhando destaque nos últimos anos. Com a velocidade das inovações tecnológicas e a crescente adoção de criptomoedas e ativos digitais, a necessidade de uma supervisão mais rigorosa e eficiente se torna evidente. O Banco Central tem buscado se adaptar a esse cenário, promovendo discussões sobre como a tecnologia pode ser utilizada para melhorar a regulação e a fiscalização do mercado financeiro.
Essa proposta de uma supervisão mais ativa é relevante para o mercado, pois pode influenciar a confiança dos investidores e a estabilidade financeira. A introdução de sistemas que possibilitem uma melhor monitoramento pode atrair mais participantes ao mercado de ativos digitais, uma vez que a transparência e a conformidade regulatória são fatores cruciais para muitos investidores. Além disso, uma supervisão mais eficaz pode ajudar a prevenir fraudes e outras atividades ilícitas, aumentando a segurança do ambiente financeiro.
A reação do setor tem sido mista. Especialistas em blockchain e reguladores concordam que a tokenização pode trazer benefícios significativos, mas também levantam preocupações sobre a capacidade tecnológica das instituições financeiras para implementar essas soluções. A discussão sobre a frequência dos informes e a qualidade dos dados registrados será crucial para o sucesso dessa nova abordagem. A expectativa é que, ao longo dos próximos meses, mais detalhes sobre as diretrizes e regulamentações relacionadas à tokenização sejam divulgados pelo Banco Central.
O futuro da supervisão financeira no Brasil pode estar intimamente ligado à evolução da tokenização e das tecnologias associadas. À medida que o Banco Central avança em suas pesquisas e iniciativas, é provável que vejamos mais debates sobre como integrar essas inovações ao sistema financeiro existente. A capacidade tecnológica e a aceitação do mercado serão determinantes para o sucesso dessa transição.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: agosto de 2026
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