Stablecoins: ABcripto contesta plano do BC de segurar transações por até 24h

A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) apresentou, no último dia 4, um pedido formal ao Banco Central do Brasil solicitando a suspensão de uma proposta que prevê a retenção preventiva temporária de até 24 horas para transações envolvendo stablecoins e outros ativos virtuais. Essa proposta gerou preocupação entre os membros da associação, que defendem a realização de uma avaliação de impacto antes da implementação de qualquer nova regra. Julia Moreno Rosin, diretora-presidente da ABcripto, ressaltou que os controles existentes já oferecem a possibilidade de bloqueios com base em critérios de risco, tornando questionável a necessidade de uma medida tão drástica.
No contexto atual, o debate sobre a regulamentação de criptomoedas e stablecoins no Brasil é cada vez mais intenso. Nos últimos anos, o país viu um aumento significativo na adoção de ativos digitais, o que levou as autoridades a considerar novas regulamentações para garantir a segurança das transações e proteger os investidores. No entanto, os especialistas e entidades do setor frequentemente alertam que regras excessivamente restritivas podem inibir a inovação e o crescimento do mercado de criptoativos, que ainda está em uma fase relativamente embrionária de desenvolvimento.
A proposta de retenção preventiva do Banco Central pode ser vista como uma medida de contenção em um momento em que fraudes e atividades ilícitas envolvendo criptomoedas têm chamado a atenção das autoridades. No entanto, a ABcripto argumenta que a implementação dessa regra pode causar mais mal do que bem, pois poderia atrasar transações legítimas e afetar a liquidez do mercado. A associação acredita que a regulação deve focar em promover um ambiente seguro, mas também dinâmico, que favoreça o crescimento da indústria de criptoativos no Brasil.
As reações do setor têm sido variadas, com muitos especialistas concordando que a discussão é pertinente, mas que a proposta do Banco Central pode ser excessiva. Alguns defendem que um diálogo mais próximo entre as autoridades e o setor privado é essencial para estabelecer regras que sejam eficazes e que não inviabilizem o mercado. A ABcripto, por sua vez, se coloca como um intermediário nesse processo, buscando representar os interesses das empresas de criptoeconomia e garantir que suas vozes sejam ouvidas nas discussões regulatórias.
O que vem a seguir pode ser um desfecho interessante para essa discussão. Com o avanço da tecnologia e a crescente adoção de criptoativos, é provável que o Banco Central revise sua proposta, levando em conta as preocupações apresentadas pela ABcripto e outros stakeholders do setor. A possibilidade de uma regulamentação mais equilibrada que proteja os investidores sem sufocar a inovação é um caminho que muitos no setor esperam ver sendo trilhado nos próximos meses.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: julho de 2026
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