Novo projeto de lei quer reforçar a regulação das corretoras de bitcoin no Brasil, ampliando regras de fiscalização do Banco Central

Na última terça-feira, 9 de outubro, o deputado federal Jonas Donizette (PSB-SP) apresentou o projeto de lei 2.946/2026 na Câmara dos Deputados, que visa reforçar a regulação das corretoras de bitcoin e outras criptomoedas no Brasil. A proposta busca estabelecer regras mais rigorosas para a autorização e o funcionamento das empresas que prestam serviços relacionados a ativos digitais, conhecidas como PSAVs (Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais). O objetivo é criar um ambiente mais seguro e transparente para investidores e usuários, além de garantir uma supervisão eficaz por parte do Banco Central.
A regulamentação das criptomoedas no Brasil vem ganhando força nos últimos anos, à medida que o mercado de ativos digitais tem crescido exponencialmente. A falta de um arcabouço legal claro tem gerado incertezas e riscos tanto para os investidores quanto para as próprias corretoras. Em 2021, o Congresso Nacional já havia discutido propostas similares, mas sem um consenso que resultasse em uma legislação efetiva. Com a nova proposta de Donizette, espera-se não apenas regulamentar o setor, mas também proteger os consumidores e aumentar a confiança no mercado de criptomoedas.
A importância dessa proposta para o mercado não pode ser subestimada. Com regras mais claras e rígidas, espera-se que mais investidores sejam incentivados a participar do mercado de criptomoedas, contribuindo para sua legitimação e crescimento no Brasil. Além disso, a regulamentação pode atrair investimentos internacionais, que muitas vezes hesitam em entrar em um mercado que carece de supervisão adequada. A proposta também pode ajudar a combater fraudes e esquemas de pirâmide, que têm sido uma preocupação constante entre os investidores.
A reação do setor tem sido mista. Enquanto alguns especialistas e membros da indústria veem a regulamentação como um passo positivo rumo à maturidade do mercado, outros levantam preocupações sobre a possibilidade de um excesso de regulamentação que poderia sufocar a inovação e a competitividade das empresas brasileiras. O debate está aquecido, com muitos defendendo que a legislação deve ser equilibrada, de modo a proteger os consumidores sem prejudicar o crescimento do setor.
O próximo passo para o projeto de lei 2.946/2026 será sua análise nas comissões da Câmara dos Deputados, onde poderá ser debatido e emendado antes de seguir para votação. A expectativa é que o tema continue a ser uma prioridade no cenário político, dado o crescente interesse e a relevância das criptomoedas na economia moderna. À medida que o debate avança, será interessante observar como as diferentes partes interessadas se posicionam e quais ajustes poderão ser feitos para garantir que a regulamentação atenda tanto aos interesses dos consumidores quanto às necessidades do mercado.
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