Michael Saylor e Adam Back, criticam a proposta BIP-110 ligada aos Ordinals

Recentemente, Michael Saylor, presidente executivo da Strategy, e Adam Back, CEO da Blockstream, expressaram publicamente sua oposição à proposta BIP-110, que busca implementar um fork temporário na rede Bitcoin. Esta proposta, introduzida em dezembro de 2025, tem como objetivo restringir as transações não monetárias, como as inscrições ordinais, que são similares a tokens não fungíveis (NFTs). Apesar de uma queda significativa na atividade de transações relacionadas aos Ordinals nos últimos dois anos, o debate em torno dessa proposta continua a gerar controvérsias entre os líderes da comunidade de criptomoedas.
Para entender melhor o contexto, é importante lembrar que os Ordinals surgiram como uma forma inovadora de inscrever dados na blockchain do Bitcoin. Essa prática, embora tenha gerado entusiasmo inicialmente, também levantou preocupações sobre a saturação da rede e o aumento das taxas de transação. A proposta BIP-110 foi, portanto, uma reação a essas preocupações, buscando proteger a integridade da rede Bitcoin e seu foco primordial em ser uma moeda digital. A introdução do BIP-110 é um reflexo da tensão existente entre inovação e a necessidade de manter a funcionalidade básica da blockchain.
A relevância dessa discussão para o mercado de criptomoedas é significativa. A proposta de Saylor e Back poderia estabelecer um precedente que afeta não apenas o Bitcoin, mas também outras blockchains que estão explorando a integração de dados não monetários. Limitar as transações não monetárias pode impactar a forma como projetos futuros se desenvolvem e inovam, levando a um possível retrocesso na adoção de novas tecnologias que utilizam blockchain para mais do que apenas transações financeiras. O debate em torno do BIP-110, portanto, não é apenas sobre uma proposta específica, mas sobre a direção futura que a rede Bitcoin deve tomar.
A reação do setor tem sido mista. Enquanto alguns apoiadores da proposta acreditam que é essencial para preservar a funcionalidade da rede, outros argumentam que a inovação deve ser incentivada, mesmo que isso signifique enfrentar desafios na escalabilidade. Especialistas em criptomoedas e entusiastas estão divididos, com alguns defendendo que a flexibilidade e a adaptabilidade da tecnologia são cruciais para seu crescimento sustentável. A resistência de figuras influentes como Saylor e Back pode influenciar a decisão final sobre a proposta, refletindo a preocupação com a centralização do poder nas mãos de poucos líderes.
À medida que o debate avança, é provável que o futuro da proposta BIP-110 continue a ser uma questão central nas discussões da comunidade Bitcoin. A possibilidade de um fork temporário levanta questões sobre a governança da rede e a capacidade dos desenvolvedores de encontrar um equilíbrio entre inovação e a manutenção dos princípios fundamentais do Bitcoin. Com isso, a atenção do mercado permanecerá voltada para as decisões que serão tomadas e como elas moldarão o panorama das criptomoedas nos próximos anos.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: julho de 2026
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