ANBIMA prepara autorregulação de RWA e detalha sandbox de tokenização com 20 projetos

Nesta terça-feira, 11, a ANBIMA anunciou durante o Financial Infrastructure Forum, que está em fase de testes para uma nova infraestrutura no mercado de capitais, especificamente em relação à tokenização de ativos. A entidade está explorando a implementação de diretrizes experimentais que visam a autorregulação efetiva de ativos virtuais. Dentre os projetos em andamento, estão sendo testadas debêntures e fundos de investimento em uma rede DLT (Distributed Ledger Technology) fechada, que não envolve dinheiro ou investidores reais. A custódia desses ativos virtuais será o primeiro foco da supervisão proposta pela ANBIMA.
Essa iniciativa marca um passo importante para a regulação do mercado de ativos digitais no Brasil, especialmente considerando o crescimento exponencial que esse setor vem apresentando nos últimos anos. A ANBIMA, como a entidade responsável pela autorregulação do mercado financeiro, busca trazer mais transparência e segurança para as operações envolvendo criptomoedas e outros ativos digitais. A proposta de uma sandbox para a tokenização é uma tentativa de fomentar a inovação ao mesmo tempo em que se estabelece um controle mais rigoroso sobre as práticas de mercado.
Para o mercado, a criação de uma estrutura de autorregulação pode ser um divisor de águas. Com a supervisão da ANBIMA, espera-se que a confiança dos investidores aumente, atraindo um maior número de participantes e capital para o setor. Isso pode resultar em um ambiente mais saudável e competitivo, onde as empresas que atuam com ativos digitais possam operar com maior segurança jurídica e regulatória.
A reação do setor foi positiva, com especialistas destacando a importância de um órgão regulador que compreenda as particularidades do mercado de criptoativos. Muitos acreditam que a ANBIMA, ao implementar essa estratégia, poderá servir de modelo para outras entidades reguladoras no mundo, promovendo um equilíbrio entre inovação e proteção ao investidor. As discussões sobre a regulamentação de ativos digitais têm sido um tema central em conferências e fóruns, refletindo a urgência de se estabelecer normas claras nesse espaço.
O que vem a seguir envolve a continuidade dos testes e a avaliação dos resultados obtidos na sandbox. A ANBIMA planeja utilizar os dados coletados para ajustar suas diretrizes e garantir que a autorregulação proposta atenda às necessidades do mercado, ao mesmo tempo que protege os investidores. A expectativa é que, em um futuro próximo, essas diretrizes sejam formalizadas e implementadas, permitindo um avanço significativo na forma como os ativos digitais são tratados no Brasil.
Equipe CoinMagnetic
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Atualizado: agosto de 2026
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